Em “Semana pela Educação”, deputado mantém agenda temática e pede mais concursos e fim de escolas em placas e contêiner

O deputado estadual Antônio Gomide (PT) dedicou a primeira semana de abril para avançar na defesa das pautas envolvendo a Educação em Goiás. O parlamentar começou o mês em um debate na Comissão de Educação da Assembleia com a secretária de Educação, Fátima Gavioli, na qual reivindicou a realização de concursos públicos e, ainda, um posicionamento pelo fim dos debates sobre a instalação de Organizações Sociais (OS) nas escolas goianas.

Ambos os assuntos tiveram desdobramentos positivos para Goiás: Gavioli reconheceu a necessidade, segundo ela, de concursos públicos anuais na Educação e, ainda, garantiu que, enquanto for titular da pasta, empresas ou OSs não vão tomar conta do ensino público em Goiás.

Gomide ainda questiono o fechamento de escolas em Goiás. Ao todo, 18 unidades já foram fechadas no Estado, algumas em cidades com 10 mil habitantes, causando impacto no sistema de ensino. Por conta disto, o deputado apresentou um projeto de lei que prevê a necessidade de consultas populares, envolvendo pais e alunos da escola, antes de se decidir pelo fechamento ou alterações nas unidades.

“Queremos dar mais autonomia na participação popular na tomada de decisões para que todos possam saber a realidade da unidade, a vontade do Governo e, partir daí, decidir como agir”, explicou o deputado. Gomide também questionou o encerramento do ensino em tempo integral em mais de 50 unidades educacionais de Goiás. “Não é assim que vamos avançar mais na qualidade da Educação para nossas crianças e jovens”, completou.

Reunião

Na mesma semana, Fátima Gavioli e Antônio Gomide voltaram a se encontrar. Desta vez, o deputado fez uma visita ao gabinete da secretária. Em pauta, o parlamentar levou uma lista com uma série de reivindicações sobre escolas de Anápolis e de outras regiões de Goiás. Em foco, o pedido pelo fim do uso de escolas improvisadas em contêineres e placas metálicas. O método tornou-se uma prática do governo anterior e que acabou por ser usado em definitivo em diversos municípios.

Gomide manifestou à secretária a sua preocupação com as escolas neste padrão. “Precisamos que o estado altere esta prática, substituindo o mais rápido possível estas instalações em módulos por construções que deem conforto aos estudantes”, ressaltou.

Fátima Gavioli confirmou ao deputado que está em processo a diminuição destas salas nos projetos futuros do Estado. “A prioridade será onde não têm construções”, disse Fátima Gavioli. Como resultado do encontro, após ter acesso ao relatório apresentado por Gomide com situações específicas de algumas instituições, a secretária Fátima Gavioli se dispôs a ir até Anápolis nas próximas semanas para verificar a situação de escolas no município.

Gomide pede fim das salas improvisadas em contêineres e sugere plano de ação para terminar obras paralisadas

Após encontro com a secretária estadual de Educação, Fátima Gavioli, o deputado Antônio Gomide usou a tribuna nesta quinta-feira (04) para cobrar do Governo do Estado mais celeridade na retomada das obras paralisadas na Educação.

Segundo ele, a alternativa de instalação de salas modulares, os populares contêineres adaptados, são uma forma de gerar acomodação por parte do poder público na conclusão dos projetos.

“Temos hoje muitas escolas em vários municípios paralisadas por meses e alguns por anos. Alguns projetos nem licitados estão e estão abandonados. E não vemos, nestes primeiros 100 dias do Governo Ronaldo Caiado, uma preocupação em relação ao cenário atual. Para que estas obras tomem uma nova direção”, discursou o parlamentar.


Gomide afirma que há, em Goiás, em torno de 120 salas modulares, que são contêineres adaptados. “São unidades que estão espalhadas em diversas cidades e que geram uma acomodação do governo do Estado. Porque as obras não andam, mas as aulas existem de forma precária, num ambiente improprio para o aprendizado, para o conhecimento”, completou.

“Visitamos a Secretária Fátima Gavioli e alertamos para buscar um planejamento e um plano de trabalho para que a gente possa, através das visitas aos professores, levar uma mensagem de que isto irá mudar. Precisamos de mais investimento e planejamento nas obras. O governo de Goiás precisa, sim, diminuir estes módulos e terminar as obras inacabadas”, concluiu Gomide que citou a cidade de Cocalzinho como um exemplo. Segundo ele, no município há uma obra parada há seis anos enquanto as aulas acontecem em contêineres.

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