Projeto aumenta incentivo à pesquisa científica e gera economia a municípios

Um projeto de lei estadual aprovado nesta terça-feira (23) pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa pode dar ainda mais motivação e esperança para os pesquisadores, mestrandos e doutorandos de Goiás e, ainda, promover economia nos cofres dos municípios goianos.
De autoria de Antônio Gomide (PT), o projeto prevê que até 30% dos projetos de mestrado, doutorado e demais produções científicas realizadas pela UEG, UFG, IFG e via Pronatec sejam reservados para temas com aplicação em Políticas Públicas a fim de resolver os problemas das cidades de Goiás.
Desta forma, a aposta é que haja um maior aproveitamento ao trabalho acadêmico realizado em Goiás. Uma das principais argumentações dos pesquisadores em geral é o baixo aproveitamento de seus estudos. Muitos são apresentados, recebem elogios e vão direto para as prateleiras das bibliotecas.
Outro ponto é quanto a economia que esta aproximação pode gerar aos cofres municipais uma vez que ao invés de pagar por consultorias para temas específicos, as prefeituras podem aproveitar os trabalhos produzidos pelas universidades goianas.
O anúncio animou coordenadores de cursos em diversas áreas uma vez que a demanda dos autores destes trabalhos é justamente ver a sua aplicação na prática. Para o reitor da UFG, Edward Madureira, o trabalho da universidade ainda é pouco aproveitado pela comunidade e este cenário pode ser mudado. Durante um evento de comemoração dos 50 anos do Instituto de Ciências Biológicas da UFG, o reitor comentou a importância em se “fazer o esforço de aproximação cada vez maior da Academia com o dia-a-dia das pessoas”.

Ponte

Para o diretor do ICB, Gustavo Pedrino, o projeto vem a calhar. “Precisamos sair das cercas da UFG e chegar perto da comunidade”, disse. Pedrino reconhece que há uma grande concentração de conhecimento dentro das universidades, mas que precisa chegar até as pessoas. “Precisamos de alguém que faça esta ponte e é isto que este projeto representa, ele tem a importância para criar esta ligação”, destaca.

“É preciso tirar os trabalhos das prateleiras e levar até as comunidades, até as cidades”, destaca o autor da proposta, Antônio Gomide. Para ele, o aproveitamento dos estudos é a chave para melhorar cenários das cidades em Goiás. “A boa produção intelectual e científica da UEG, da UFG, por exemplo, guarda respostas para muitas demandas que temos hoje em que prefeitos contratam consultorias, pesquisas até de outros estados quando podemos aproveitar os nossos professores, mestres e doutores”, avalia.

Chance

Formando em História pela UEG, campus Anápolis, Paulo Henriques pretende ingressar nos cursos de extensão na pesquisa sobre as relações sociais no combate à violência, e vê no projeto a grande oportunidades que estudantes como ele tem pela frente: a chance de ver uma ideia ser trabalhada cientificamente e se tornar uma ação governamental.

“É o que todo pesquisador, seja de genética ou de comportamento humano, quer: a chance de ver algo seu acontecer. A violência no Brasil e em Goiás tem chamado a atenção e quero montar um grupo de estudo para descobrir as raízes disto. Só assim, creio que podemos achar soluções que fujam o poder reativo do estado em revidar”, defende.

Edward Madureira, reitor da UFG, parabeniza a aproximação da Academia com a Sociedade
Gustavo Pedrino, do ICB: faltava esta ponte entre universidade e comunidade
Antônio Gomide, autor do projeto: para tirar ideias da prateleira
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